A procrastinação costuma estar conectada à ansiedade, ao medo e à "preguiça". Emoções e sentimento que fazem parte do nosso sistema de defesa e existem para nos preservar quanto indivíduos e, consequentemente, quanto espécie. Então, nem pense que você irá acabar com ela de uma vez por todas, mas vamos lá!
Diante das nossas tarefas e compromissos e do que cada um deles representa para cada um de nós, essas emoções e sentimento de desânimo podem surgir, trazendo seus efeitos:
A ansiedade tem o poder de nos paralisar, enquanto o medo nos faz querer fugir. Mas ambas vem de inseguranças e de uma voz lá no fundo da nossa mente que normalmente diz coisas como: será que vai dar certo? Isso é muito para mim, acho que não sou capaz. O que vão achar? Será que isso está bom mesmo?
Já a "preguiça" tem relação com a necessidade instintiva de poupar energia e costuma aparecer diante dos compromissos que não consideramos essenciais ou que sabemos que vão demandar esforço e dedicação extra. Isso inclui as tarefas que não gostamos, porque o fato de não gostarmos acaba demandando mais esforço também.
Assim, vamos deixando para depois o que precisamos fazer e até o que queremos fazer. Muitas vezes, encontrando prazer na ideia de uma realização futura e no conforto de imaginar "isso é bom, dará certo e será incrível quando eu fizer" mas esse quando geralmente não chega.
A verdade é que não queremos nos desgastar e, muito menos, nos frustrar ou ser rejeitados. Evitamos as emoções que podem decorrer das nossas ações, não as ações em si. O que significa que todos nós somos potenciais procrastinadores. A diferença é que algumas pessoas desenvolveram outra forma de encarar seus compromissos.
Você também pode! Começando por observar o que te leva a procrastinar, identificando os pensamentos e as emoções que estão por traz disso, para traçar estratégias que te ajudem a lidar com esse padrão. E para que, aos poucos, os benefícios de superar cada tarefa vá sobrepondo as questões que estão impedindo de você avançar com elas.

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